O Tratado Norte-Americano de Livre Comércio é um termo que envolve os países da América do Norte (Estados Unidos, México e Canadá) e o Chile como associado, que visa a aproximação econômica desses países em busca de melhora mútua entre os mesmos. Esse acordo trabalha com a política de comércio entre esses países, tendo taxas menores.

Esse tratado teve início em 1 de Janeiro de 1994, sendo que seu teor foi decidido e assinado no ano anterior. Ao contrário do exemplo de acordo feito na união européia, o NAFTA não é de uma lei comum para os países participantes que os unifique. O acordo teve início quando em 1988, o Canadá e os Estados Unidos assinaram um acordo, de Liberalização Econômica. Mais tarde, em 13 de agosto de 92, o México entrou nessa negociação.

O NAFTA funciona como um tratado que visa diminuir barreiras comerciais, mas elas não passam por cima das leis internas de cada país. Esse Bloco Econômico deu fim às barreiras alfandegárias para a melhor circulação de mercadorias entre os países envolvidos, além, é claro, de unir interesses e a mútua proteção deles.

O tratado nunca foi unanimidade em nenhum dos três países. Até hoje, existem parcelas da população e do governo que questionam algumas cláusulas específicas do tratado e se ele é realmente proveitoso para todos os envolvidos. Setores do México, que é a economia mais fraca dos três países participantes do tratado, como os fazendeiros e de uniões trabalhistas, são contra a NAFTA. As uniões trabalhistas, pela perda de influência que elas tiveram nos centros urbanos do México e os fazendeiros, pela pressão que os Estados Unidos fazem em relação a preços dos produtos agrícolas mexicanos. Contrários à NAFTA diziam que o acordo transformaria o México numa “colônia” dos Estados Unidos.

O Canadá também teve problemas com revoltas contra a NAFTA, especialmente depois dos Estados Unidos se recusarem a cumprir cláusulas do tratado no que diz respeito às medidas antidumping (medida para proteção de empresas que praticam dumping, uma prática ilegal, que prejudica o comércio do país que importa produtos dessa empresa) e também pela taxa de contervailing. Cogitou-se até a possibilidade do Canadá vetar a importação de algumas formas de energia para os Estados Unidos, mas ao final, pouca coisa foi alterada.

Nos Estados Unidos, temeu-se que esse acordo poderia causa desemprego no país por conta da migração de empresas para outros países, motivadas pela mão de obra barata. A votação no Senado e no Congresso americano foi em favor da NAFTA, mas ganhou de uma maneira “apertada”, o que mostra que não era, e ainda não é, uma unanimidade no país.

A NAFTA, devido a vários fenômenos econômico que aconteceram depois de sua criação, ainda não pode ter uma análise que possa apontar com certeza se está sendo positiva ou não para seus participantes. Alguns efeitos já sentidos é que já há uma concentração maior de capital no México, um número maior de empresas dos Estados Unidos e do Canadá entraram no país para aproveitar a mão de obra barata, houve um aumento substancial de migração ilegal de mexicanos para os Estados Unidos e as tarifas de exportação ainda não foram retiradas de todos os produtos, por insegurança de seus participantes.

A NAFTA é vista como um Bloco Econômico que tem mercado e potencial para crescer e concorrer de forma igualitária com os outros Blocos Econômicos como a União Européia.